Didjiridoo


"Se a terra tem um som, o som é do didjiridoo"


O Território do Norte da Austrália, é o berço dos primeiros didjis, feitos de bambu, registrados como os primeiros didjis feitos pelos grupos tribais desta região. Existem duas espécies de bambu nativas da Austrália, que são mais frequentemente usados na fabricação do didjiridoo, são elas: Bambusa Arnhemica e Bambusa Moreheadiana.

Aborígenes tocando Didji de bambu

São usados diferentes nomes utilizados pelos aborígines para designar o instrumento, mas o nome pelo qual o instrumento ganhou reconhecimento mundial foi "Didjiridoo", que curiosamente não é uma palavra aborígine, e sim uma forma onomatopéica, que também possui variáveis na escrita, como: Didgeridoo (forma mais encontrada por ser a inglesa), Didgeridu, Diridery, Didiridoo, Didjerry, Didjiridoo (a forma por Cezar Cayom adotada no Brasil). Djälu Gurrwiwi.

O líder do clã Gälpu, reconhecido mundialmente por seu artesanal trabalho na fabricação dos didjiridoo's, em seu cd-Djalu play's and teacher's Yidaki vol.2, utiliza a forma: Didjeridu. Sobre a origem deste nome, existem algumas referências, uma delas diz que por volta de 1926 o explorador Herbert Basedow (1881-1933), renomado antropólogo, geólogo e médico, quando esteve no Território do Norte com os aborígines, relatou que os nativos sopravam um tubo oco de bambu de aproximadamente 1,50m (este comprimento pode variar como visto na seção Cultura Nativa) e que este emitia um peculiar som. A este som ele denominou "Didjiridoo".

Para o homem branco a origem do didjiridoo não é sabida. Algumas pesquisas arqueológicas indicam que seu surgimento pode ser de mil anos, outras estimativas datam seu surgimento de cinco mil a vinte mil anos atrás. O conhecimento que se tem da cultura aborígine data de 40 mil a 150 mil anos. Na cultura aborígine o didjiridoo é conhecido desde os primórdios dos tempos em "Alcheringa" (terras do norte).
Tradicionalmente tocado por homens, seu "poder" espiritual e curador é usado ha tempos em rituais pelos nativos australianos. Seus benefícios para a saúde: Física, Mental e Espiritual são comprovados.

Assim sendo só podemos nos beneficiar desta cultura e seu instrumento ancestral.


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Fonte: Cezar Cayom

 

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